terça-feira, novembro 14, 2006

Aprender…

A vida é cheia de aprendizagens… bem, que perspicácia a minha…! Mas a verdade é que isto é muito mais complexo do que aparentemente se afigura…
A vida é um jogo constante entre forças em desiquilibrio e a maior parte das aprendizagens apresentam-se-nos obrigatórias, depois de já termos saído magoados, tristes e desolados… na vida, o verbo aprender é absolutamente impositivo!

Tens que aprender a procurar, quando é o momento, mas também tens que aprender a ser procurado quando o momento assim exige… tens que aprender a distinguir um momento do outro e tens ainda que aprender o verdadeiro significado de distinguir! Isto não é nada fácil! Tens que aprender a estar em silêncio quando é o caso, mas também tens que aprender a expressar-te… e como isto se apresenta dificil para mim! Tens que aprender a expressar-te da forma mais adequada e depois tens que aprender o que, em cada situação é o mais adequado! Tens que aprender (espero que não esteja a passar despercebida a forma absolutamente obsessiva em que estou a utilizar o verbo ter) a permanecer tranquilo e sereno, mas também tens que aprender a identificar o instante em que urge revoltares-te e viver a exaltação plenamente!

Independentemente dos tempos em que cada um de nós faz estas aprendizagens e independentemente do que cada um retira dessas aprendizagens, importante mesmo é aprendermos que nada devemos temer, porque até da nuvem mais negra cai água limpida e fecunda…!

domingo, novembro 05, 2006

Olá!

Bom, parece que este delírio, este manifesto anti-agrafia que o Sérgio iniciou, começa agora a definir com mais clareza as estrelas que irão brilhar no seu Universo. Em relação á familia, aínda falta confirmação de alguns elementos. Outros provavelmente nunca abrirão as portas destes domínios, no entanto estão nos nossos pensamentos, e não nos podemos esquecer que existem impressoras para alguma coisa...Relativamente a quem não é da familia, penso que o acesso será bem acolhido.

Se isto tiver um bom ritmo, anseio ler todas as opiniões sobre eventos da actualidade, das nossas vidas privadas, sobre planos para o futuro...E essas opiniões virão, com certeza, sobre as mais diversas formas, uma história, desabafo, um sorriso, uma metáfora, um vai-te foder para qualquer situação ou personalidade que nos irrite...

...porque...não se iludam! Daqui a uns anos teremos matéria prima( e primos, eh eh) suficiente para fazer uma compilação dos nossos textos, o que dará origem a uma obra monumental de relatos, dramas, contos, poemas, alegrias...Vamos erguer um novo Necromonicon, um livro proibido, interdito a mentes vazias de sensibilidade e bom senso...Seremos perseguidos, alguns conseguirão fugir( irão refugiar-se em Albernoa, onde enlouquecerão ao fim de poucos meses), outros vão ser caçados, torurados com o visionamento de remakes da Floribela, alguns vão ceder, casar, constituir família. Os nossos espíritos vão-nos exigir sacrilégios catárticos, tremeremos, a hiper actividade das nossas glândulas sudoríferas assaltará a superfície enrugada dos nossos corpos sexagenários...

...mas tudo isto e muito mais ..

nós aguentamos, tem sido a história dos Jerónimo Sanguessugas há várias gerações...Um Jerónimo Sanguessuga é alguém que entra atrás de ti por uma porta giratória e consegue saír à tua frente...E, mais aínda, se um casal Guerra-Sanguessuga consegue gerar e criar um conjunto de mães tão maradas como as nossas( imaginem elas adolescentes a viverem juntas, eh eh ), então é porque a "força" é poderosa nesta família. Aqui fica uma lembrança para Emídio e Adelina, duas das pessoas para quem viver a pureza vida era aínda um conceito real e obrigatório.

vemo-nos...

sexta-feira, novembro 03, 2006

“Uma Perspectiva Nova Sobre As Mesmas Coisas De Sempre”

“Escrever é a Arte do Encontro das Palavras, dos Espaços e das Pessoas.
Escrever é Criar. Criar um mundo nosso, espelho do que sentimos, do que pensamos, do que vivemos. Criar uma perspectiva nova sobre as mesmas coisas de sempre.
Escrever é ter Coragem. Coragem de apresentar essa visão, muito nossa, aos outros.
Escrever é ser Humilde. Para vagarosamente observar o mundo e aceitar o que os outros pensam e vêem na nossa estória.
Escrever é, sobretudo, ser Livre. E a liberdade conquista-se com coragem e humildade, reagindo a impulsos e dando asas à nossa criatividade.”

Maria Tê (2003)



De uma grande porção de considerações que urgem dentro do meu ser, mas para que não me estenda e, tanto inevitável como consequente, fuja da verdadeira intenção do "Meu Primeiro Post" [Uau, até soa bem, hein?!!], apenas duas indispensáveis observações:

- Um sincero agradecimento pelo convite de membro para esta fonte de palavras, ideias e sonhos que enriquecerão as nossas vidas [vocês nem imaginam os riscos que correm!! Simplesmente não têm noção… Mas qualquer situação dita «anormal» desencadeada por algum futuro post meu, espero que tenham consciência de que será sempre uma responsabilidade da vossa parte, pois foram vocês que começaram a brincadeira, uma questão evidente perante a confrontação de arrependimento de tal convite, ahahah ahaha!!];

- Pedro: como ser observador, atento e sensível que és, ainda tens o dom de saber colocar em palavras que até fazem sentido!! Para ti, uma palavra e meia: «‘Tás lá!!». O Prémio Criatividade é para ti (e não só…).

Sinto que será uma grande tarefa para a qual penso não estar preparada [tenho andado a treinar… mas a verdade é que estou com sérias dificuldades em colocar algum tipo de harmonia entre a minha pequena mente invadida por uma corrente incessante de ideias contínuas e descontínuas e o meu comprido membro superior direito. Comprido, porque atrapalha] mas, parafraseando o Senhor Engenheiro, aquando fiz referência à minha pobreza literária, rapidamente recebi um consolo: “A riqueza do blog está na comunhão dos sanguessugas [e Jerónimos – (a propósito… tema que será discutido, sim sim!!!)] num mesmo objectivo, e não está na qualidade dos textos”. Devo dizer que se fez um “click” [bem, esta agora… quem diz click, diz outra coisa qualquer, do género… luz com sininhos, vá!].
Portanto, são este tipo de mensagens adequadas, construtivas e motivadoras de que todos precisamos: o meu Muito Obrigada!! E vamo-nos encontrando por aí…

Um Beijo e um Queijo ;)

quinta-feira, novembro 02, 2006

"Embarassada"

Aqui estou eu para finalmente contribuir para aquilo que comummente se designa, uma excelente iniciativa! Também eu, membra de sangue desta familia cujo sobrenome, senão outras coisas, sui generis, significará sempre um porto de abrigo... Mas hoje não quero falar das experiências familares que aqui nos reunem sob um denominador comum, quero antes conversar sobre uma realidade, a meu ver, inominável e garantir-vos que farei um esforço por não atribuir a este desabafo um carácter demasiadao reivindicativo ou "manifestante" (se é que isto existe!) que dá pelo nome de aborto, ou interrupção voluntária da gravidez. É que sabem, esta questão da nomenclatura tem muito que se lhe diga... e, já deixando antever a opinião que assumidamente defendo relativamente a este assunto, o acto deveria indeed, ser voluntário, pessoal e intransmissivel! Como o meu primo, cuja qualidade literária reverencio, apaixonadamente defendeu, tanta coisa mudou, supostamente, tanta coisa evoluiu e nós continuamos a viver uma realidade, entre outras coisas, indescritivel... Como é que entre dois países, com a mesma tradição religiosa, com a mesma legislação, existem concretizações práticas tão díspares? Isto revolta-me as entreanhas, revolta-me as entranhas que a mulher em Portugal viva condenada a recorrer a um aborto num país estrangeiro, ou num vão de escada, um país ainda mais estrangeiro! Revolta-me as entranhas que a mulher em Portugal se sinta tão "embarassada" e os espanhóis nunca vão entender como esta palavra é rica de significados no caso português, por isso mesmo, e por tudo isto, não deixes de ir às urnas (eu avisei que isto podia parecer uma manifestação, mas não me consigo controlar) e não deixes de obrigar os teus amigos, faz disso uma visita de estudo! Não deixes de ir por circunstância alguma, porque esta realidade existe e tem que ser assumida!

quarta-feira, novembro 01, 2006

"Gorillas in the Mist"



Há dias estive a rever um filme engraçado, "Gorillas in the Mist", baseado no livro homónimo que narra as aventuras da Dian Fossey, uma americana que passou vários anos no Rwanda a viver no seio de uma comunidade de gorilas, afim de os estudar. Como seria de esperar, a afeição emotiva pelos animais foi crescendo (caso contrário não se fazia o filme), e a senhora tentou a todo o custo combater a caça furtiva, que na altura era negócio a florescer por aquelas bandas. Há sempre alguém disposto a pagar balúrdios por uma mão ou cabeça de um gorila para ornamentar a sala de estar. Um momento intenso no filme foi quando ela interceptou a transacção de um espécime jovem, pegando no gorilita ao colo e irrompendo por uma sala de jantar de gala armando escabeche e dizendo das boas ao ricaço que ia comprá-lo. Ele tinha uma licença do governo do Rwanda, a Dian foi obrigada a ceder o animal, mas ressalvou que 5(!) gorilas foram mortos ao tentar proteger aquela cria.

Quando a mãe gorila teve a cria deve ter pensado: que bom, este bébe é mesmo desejado, e toda a gente vai ajudar a criá-lo, a dar-lhe de comer e, se for preciso, a morrerem para o proteger. Numa sociedade assim não há razões para uma fêmea não poder ou não querer (mesmo assim...) ter bébés.

A dada altura na História da humanidade nós também éramos assim. Parecidos com os gorilas. Fomos evoluindo (it´s evolution baby!), mas a mulher permaneceu na mesma - bébés e tratar da casa. Séculos passaram, descobriu-se o fogo, inventou-se a imprensa, mulher na mesma - bébés e casa. Mais anos passaram, homem na lua, 3º milagre de Fátima revelado, Benfica outra vez campeão e...a mulher?? Bem, pode votar, ter emprego, saír à noite mas...se engravidar perde o emprego, não pode saír à noite, vota numa p...de uma lei que, dependendo dos casos, a deixa entre a espada e a parede e com poucas semanas para decidir algo que a vai afectar para toda a vida...e ainda pode ter o azar do marido lhe pôr os ...

Desde a concepção até ao momento em que o feto, embrião vê a luz do dia, percorrem-se 9 meses, e, provavelmente, podemos falar de uma vida humana. Será assim à luz da Biologia e da Ciência. Mas o mundo de hoje não deixa grande espaço de manobra para o ser humano enquanto animal biológico, instintivo, e, como os gorilas, afectivo. E, na minha opinião, ter um filho parece ser algo que abala (não necessariamente no sentido pejorativo), vários domínios da vida de uma pessoa, como o familiar, o conjugal, o social, o estado psíco-físico, o sexual, o profissional, o criminal...Denominador comum de todas estes factores? Madre. Ela é que se f...E quanto mais pobre...

Amiguinhos, nada de confusões: Se os homens pudessem engravidar, esta m...estava resolvida há muuuiito.....